Prisão preventiva do casal Toni e Mirela termina na quinta-feira

20 dez

O casal Antônio de Pádua Bandeira e Mirela Granconato, que estão presos acusados de sequestrar e matar a estudante Giovanna Tenório, podem ser soltos nesta quinta-feira (28), quando se encerra o prazo de 30 dias da prisão preventiva. Nesta data, também vence o prazo de conclusão do inquérito da Polícia Civil sobre o assassinato.
Segundo a assessoria da polícia, os dois prazos podem ser prorrogados por mais 30 dias caso o delegado Francisco Amorim Terceiro, responsável pelo inquérito, entenda que o material coletado não seja suficiente para concluir as investigações, que são mantidas em sigilo.
Nesta quarta-feira (27), o delegado deve comunicar se irá entregar o resultado do inquérito no prazo de um mês. Segundo o advogado Welton Roberto, que trabalha no caso como assistente de acusação do Ministério Público, a soltura do casal e a entrega do inquérito concluído vai depender do entendimento da Justiça.
“As prisões podem ser prorrogadas a depender do entendimento da Justiça e das medidas cautelares do Código de Processo Penal. A Mirela, por exemplo pode se enquadrar nela e pegar uma prisão domiciliar. Mas só iremos saber realmente os resultados na quinta-feira”, disse.
Caso a Polícia Civil entregue o inquérito no prazo, ele será encaminhado ao Ministério Público, que terá um prazo de até 15 dias para analisar e dar o seu parecer.
O caso
Toni e Mirela foram presos no último dia 28 de junho após cumprimento de pedido de prisão expedido pela 17ª Vara Criminal da Capital que atua no caso.
Eles foram presos por agentes do Departamento Especial de Investigação Criminal (DEIC) na residência do casal na cidade de Rio Largo.
Toni está detido na Casa de Custódia, no bairro do bairro do Jacintinho e Mirela está presa no presídio Santa Luzia. As prisões temporárias devem durar inicialmente 30 dias.
A universitária Giovanna Tenório desapareceu no dia 2 de junho passado, depois de sair do Cesmac, no bairro do Farol, onde cursava o oitavo período de Fisioterapia. Ela disse que ia almoçar num restaurante próximo e voltaria para as aulas da tarde, mas não apareceu.
Seu corpo foi encontrado quatro dias depois, em um canavial em Rio Largo e, conforme a necropsia, ela foi morta por enforcamento, com uma corda de náilon.

Link de acesso: http://tudonahora.uol.com.br/noticia/policia/2011/07/26/149181/prisao-preventiva-do-casal-toni-e-mirela-termina-na-quinta-feira

Ressaca provoca sétimo desaparecimento de pescador em apenas 15 dias

20 dez

O mar forte e agitado por causa da ressaca das duas últimas semanas já provocou o desaparecimento de três embarcações no litoral alagoano. Duas embarcações de pescadores ficaram à deriva no mar por vários dias e, na noite desta quinta-feira (28), no Pontal da Barra, em Maceió, as ondas viraram um barco com três pescadores.Um deles está desaparecido e os outros dois ocupantes conseguiram chegar até a praia agarrados a um botijão de gás.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a embarcação de pequeno porte estava com três pessoas a bordo. Ormindo Fortunato dos Santos, 50 anos, Altamiro Ferreira dos Santos, de 48 anos e um terceiro tripulante ainda não identificado. Eles voltavam da pesca quando uma onda bateu e virou o barco.

Ormindo e Altamiro conseguiram se salvar retornando à costa agarrados em um botijão de gás. Eles pediram socorro aos seguranças do Detran, que acionaram os Bombeiros. Os dois foram encaminhados ao Hospital Geral do EStado, onde receberam os primeiros socorros. Ormindo Fortunato ainda permanece hospitalizado, depois que foi diagnosticado com uma fratura na cervical.

O pescador, identificado apenas pelo apelido de Corretor ainda não foi encontrado. O Corpo de Bombeiros já iniciou as buscas, na manhã desta sexta-feira (29).

Este é a terceira ocorrência envolvendo pescadores e embarcações em Alagoas na duas últimas semanas. Dois casos de barcos à deriva ocorreram no interior do Estado.

Um deles ocorreu no Pontal do Peba, no Litoral Sul de Alagoas. Júnior Macário e Juninho, pescadores de um povoado da região, passaram cinco dias à deriva. Eles saíram para pescar da cidade do Pontal do Peba e, na volta, o motor da embarcação quebrou. A dupla não tinha equipamentos de segurança e a volta só foi possível depois que eles improvisaram uma vela.

Os pescadores da região ainda chegaram a realizar buscas, mas por conta do mar agitado, não conseguiram localizá-los. Com pouca água e comida a bordo, eles conseguiram guiar o barco e aportaram em uma praia na cidade de Feliz Deserto na noite da última segunda-feira (25).

Dois dias depois, na quarta-feira (27), equipes do Corpo de Bombeiros de Sergipe conseguiram resgatar um grupo de quatro pescadores alagoanos que ficou oito dias à deriva. Eles saíram da cidade de Coruripe, no litoral Sul de Alagoas e foram encontrados a 18 kilômetros na foz do Rio São Francisco, no povoado de Cabeço, em Sergipe. Sem água e sem comida, eles apresentavam sinais de desidratação e foram levados para um hospital em Aracaju.

A explicação para a frequência das ocorrências são as ressacas, típicas nesta época do ano. Nos três casos, os pescadores saíram para alto mar, em condições de maré desfavoráveis. A Capitania dos Portos de Alagoas emitiu uma nota, na semana passada, alertando para a incidência de ondas de 2,5 metros em todo o litoral do estado.

Link de acesso: http://tudonahora.uol.com.br/noticia/maceio/2011/07/29/149605/ressaca-provoca-setimo-desaparecimento-de-pescador-em-apenas-15-dias

Após cinco dias à deriva, pescadores improvisam vela e voltam pra casa

20 dez

* Matéria foi destaque nacional no portal UOL

Após passar cinco dias à deriva em alto mar, dois pescadores conseguiram retornar à terra firme, na noite desta segunda-feira (25), em uma praia da cidade de Feliz Deserto, no interior de Alagoas. O retorno só foi possível porque a dupla conseguiu improvisar uma vela com um lençol.
Júnior Macário e Júlio saíram da cidade do Pontal do Peba para pescar na última quarta-feira (20). Sem equipamentos de salvamento, a embarcação apresentou um problema no motor, o que impossibilitou a volta para a cidade. Segundo os pescadores da comunidade, no momento da partida, o mar estava bastante agitado.
Um grupo ainda chegou a realizar buscas durante dois dias, mas não encontrou o barco. A Capitania dos Portos não chegou a realizar buscas porque não recebeu nenhuma denúncia de desaparecimento.
Na noite de ontem (25), quando os amigos já haviam desistido das buscas, os dois pescadores aportaram em uma praia no município de Feliz Deserto, próximo ao ponto de onde saíram na quarta-feira. Eles só conseguiram fazer contato com a família e amigos somente no início da manhã desta terça-feira (26).
Ao chegar na vila de pescadores, eles contaram que ficaram à deriva e só conseguiram retornar após improvisar com uma vela com um lençol qua havia no barco. A dupla contou ainda que se alimentou com uma pequena reserva de água e biscoitos.
Júnior Macário, mais conhecido como Júnior de Maria Alice, mora no Pontal do Peba em uma vila de pescadores com a família e Júlio chegou é de Pernambuco.

Link de acesso: http://tudonahora.uol.com.br/noticia/interior/2011/07/26/149171/apos-cinco-dias-a-deriva-pescadores-improvisam-vela-e-voltam-pra-casa

União de cantora e enfermeira é o primeiro casamento gay de Alagoas

20 dez

*Matéria foi destaque nacional no portal UOL

Uma troca de olhares em um barzinho foi o estopim de um relacionamento amoroso que teve mais um capítulo escrito no mês de maio. O casal Luciana Lima e Viviane Rodrigues oficializou a união estável homoafetiva entre mulheres, a primeira em Alagoas e uma das primeiras do país após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda este mês a cantora e a enfermeira irão realizar a cerimônia seguindo os moldes de um casamento convencional.
Após o reconhecimento do Supremo Tribunal Federal no último dia 5 de maio, que dá o direito a casais do mesmo sexo oficializar a união homoafetiva, Luciana e Viviane resolveram ir a um cartório para tratar do casamento. “Lembro que nós chegamos ao cartório juntas para perguntar sobre a documentação necessária. Lá eles informaram que poderia ser feito a qualquer dia. Estávamos ali e então fizemos o casamento logo”, conta Luciana.
Segundo a decisão do Supremo, os casais homossexuais passarão a ter reconhecido o direito de receber pensão alimentícia, acesso à herança do companheiro em caso de morte, além de adotar filhos e registrá-los em seus nomes. Viviane conta que a idéia do casamento era antiga e começou quando elas foram morar juntas três meses depois do início do namoro. “Chegamos a pensar em tentar oficializar a união na Argentina, onde já é reconhecido. Ainda bem que o STF decidiu e conseguimos fazer por aqui mesmo”, disse.
Mesmo sem receber o apoio de boa parte das famílias, que não concordam com o relacionamento, o casal relata que luta principalmente pela redução do preconceito contra os homossexuais.
Ao mesmo tempo em que há um preconceito massivo na sociedade, ainda existe a rejeição entre os próprios homossexuais, diz o casal, o que acaba dificultando o entendimento da condição dos casais. “O maior preconceito está entre os próprios gays, seja por falta de coragem dos que não se assumem, ou por inveja da nossa coragem, aí acabamos sofrendo mais ainda. Por isso vemos que é importante ser divulgado”, afirma Luciana.
Como qualquer mulher que sonha em casar, a cerimônia não fugirá das tradicionais e terá direito a vestido de noiva, véu e grinalda, além do smoking em uma das noivas. “Foi um desejo nosso fazer a cerimônia nos mesmos moldes de um casamento heterossexual. Não é o fato de sermos lésbicas que nos impediria de casar vestidas de noiva e noivo”, esclarece Viviane.
A descoberta e o receio
Juntas há um ano e três meses, a descoberta da homossexualidade de Viviane e Luciana aconteceu em momentos diferentes da vida.
Enquanto Luciana desde criança já sentia uma tendência a gostar de pessoas do mesmo sexo, Viviane conta que só descobriu a orientação sexual aos 21 anos. “Eu namorava um rapaz na época e tive o primeiro contato durante uma festa com amigos da faculdade. De lá para cá comecei a me relacionar com outras mulheres, até conhecer Luciana no bar onde ela estava tocando. Foi amor à primeira vista”, relembra.
Dilema semelhante ao de muitos homossexuais que muitas vezes não tem o apoio da família, as duas afirmam não ser fácil driblar o preconceito por parte dos pais. Mesmo com a união já oficializada e a data da festa de casamento marcada, os pais de Luciana desconhecem o casamento e provavelmente não irão participar da cerimônia.
Ela relata que os próprios pais classificam a orientação como uma doença. “Nunca tive coragem de contar a meu pai que sou lésbica. Ele é um homem de negócios e não contei do casamento por temer sua reação. Gosto muito dele”, desabafa Luciana.
O apoio dos amigos, segundo ambas apontam, foi fundamental para conseguir superar os desafios impostos pela sociedade. A preocupação do casal agora fica por conta dos últimos detalhes do casamento e os preparativos da lua de mel, como acontece com todos os casais.
Depois, Luciana e Viviane pretendem conseguir na Justiça o direito do casamento civil. “O mais difícil estamos fazendo, que é mostrar à sociedade que um casal homossexual é igual a qualquer um. Sabemos de todas as dificuldades que estamos expostas com a nossa união, mas a atitude deve ser vista como uma contribuição para diminuir o preconceito, além de incentivar outros casais a se casarem”, conclui o casal.

Link de acesso: http://tudonahora.uol.com.br/noticia/maceio/2011/07/12/147463/uniao-de-cantora-e-enfermeira-e-o-primeiro-casamento-gay-de-alagoas

Blog da Fits: Fábrica Carmem – morte e renascimento no bairro que parou no tempo

20 dez

* (Reportagem foi vencedora do Prêmio Braskem de Jornalismo na categoria estudante em 2010)

Por Vanessa Siqueira e Débora Muniz

Construído com o propósito de abrigar os funcionários, Fernão Velho, bairro originado na implantação de uma indústria têxtil na região Leste de Maceió, possui até hoje ares de cidade do interior, com pessoas remanescentes de uma história com passado e presente firmado no trabalho pesado das engrenagens têxteis. Na esperança de reabrir as portas da fábrica falida, os ex-funcionários estão se reunindo para discutir a possibilidade de formar uma cooperativa. O primeiro passo foi dado em fevereiro deste ano, com um curso de capacitação oferecido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), integrante do Sistema Cooperativista Nacional. O curso tem como objetivo esclarecer, tirar dúvidas e dar condições aos futuros sócios de colocar as máquinas para rodarem novamente.
Com vários problemas financeiros que se estenderam ao longo dos últimos anos, a situação foi agravada devido ao atraso no pagamento dos salários dos funcionários, nas contas energéticas e na falta de verba para a manutenção do maquinário. A fábrica fechou suas portas no último dia 15 de janeiro. Duzentos e trinta pessoas ficaram desempregadas. “Toda a minha família, inclusive minha avó, trabalhou lá. Agora, estou desempregado e sem previsão de outro emprego”, constatou José Renato de Araújo, ex-funcionário.
Segundo o presidente do Sindicato dos Funcionários da Fábrica Carmem, José Maria Malta (o Zé Maria), no auge da produção, eram cerca de cinco mil funcionários e produzidos mais de oito mil metros de tecido por dia. Porém, com a evolução do maquinário e a conseqüente substituição de mão de obra por novas tecnologias, o efetivo diminuiu consideravelmente. “Se houvesse mais contratação, a produção poderia chegar a 15 mil metros de pano por dia e a fábrica não teria falido”, analisou o Zé Maria.

CAPACITAÇÃO

A última reunião realizada aconteceu na escola Padre Cabral, em Fernão Velho. Ao receberem noções econômicas de como proceder em relação a uma cooperativa, a esperança de conseguirem novamente seu sustento foi renovada. Segundo a superintendente da Sescoop, Márcia Túlia, a intenção não é obrigar a adesão à cooperativa, mas sim fomentar uma alternativa que reative o sustento e a economia do bairro. “Numa cooperativa, eles precisam não só produzir o tecido, mas aprender a gerenciar, ser sócio de um negócio”, afirmou.
A fábrica já possui o número mínimo previsto em lei para se constituir uma cooperativa, 20 tecelões. “A quantidade não é suficiente para a fábrica funcionar, mas de acordo com a Lei 5764, já é possível formá-la. São os tecelões, que irão participar deste negócio, os demais setores, como administrativo e contabilidade, serão contratados”, completou a superintendente.
O perfil empresarial e regras são pontos que faltam ser bem definidos entre os futuros sócios, mas o contador Cícero Azevedo foi designado pela Sescoop para prestar assistência aos funcionários. “Iremos trabalhar com técnicas administrativas para dar condições aos ex-operários se firmarem na nova empreitada”, afirma Cícero.
Alguns funcionários vêem a retomada das atividades na fábrica com bons olhos. Aldo Avelino, que trabalhou 26 anos como supervisor de turno e como mecânico de maquinário, está entre os que acreditam na possibilidade de voltar a trabalhar. “Acho que a cooperativa é a única alternativa. Estou vivendo do beneficio e não tenho outra fonte de renda”, disse.
A estimativa é que a cooperativa entre em operação até julho deste ano. “Todos os antigos operários estão ansiosos com a reinauguração da fabrica como cooperativa. Ela é a única saída para todos nós aqui de Fernão Velho”, conclui Aldo.

HISTÓRIA
A fábrica Carmem foi a primeira indústria têxtil fundada em Alagoas. De início, em 1857, seu nome era Companhia União Mercantil. Criada por José Antônio Mendonça, o Barão de Jaraguá, teve sua implantação ligada diretamente à situação econômica que o estado vivia na época. A produção da cana-de-açúcar estava em baixa. O país saía do período escravista e o sistema produtivo açucareiro passava por reestruturação. Nesse período, os investimentos se voltaram para a indústria têxtil que, como em outras indústrias do Nordeste, tiveram um papel importante na disputa do mercado brasileiro.Inicialmente, funcionava com 70 teares, movidos hidraulicamente, dos quais 60 produziam panos grossos para sacos de açúcar; cinco eram destinados a cobertores para os escravos e igual número para panos para velas de navios.
O bairro de Fernão Velho se formou para instalar os operários próximos à fábrica. Por isso, a direção dava condições mínimas de sobrevivência aos seus funcionários. “Todos os gastos, de certa forma, eram descontados de seus salários. Alguns recebiam apenas um terço e, às vezes, eram obrigados a pedir ‘emprestado’ à empresa”, afirma o historiador e professor universitário Marcelo Góes.
Mesmo cada vez mais presos à fábrica, os funcionários viam a necessidade de buscar fontes alternativas de sustento para complementar a renda – as principais eram a pesca e a agricultura. O apoio oferecido com atividades recreativas ainda não era suficiente para atender a comunidade e, assim, os sindicatos e associações ganharam força, como uma saída pela luta dos direitos. Uma das primeiras greves realizadas, em 1963, foi motivada pelo aumento da produção e a redução do número de funcionários. Após muita luta e resistência, os operários conseguiram vencer a batalha grevista. As manifestações culturais pararam de acontecer e isso contribuiu para sua decadência, centralizando toda a diversão às conversas na praça central do bairro.
A crise e o abandono das indústrias têxteis é uma realidade comum entre as vilas de operários no Nordeste. Góes afirma que essa oscilação tem relação direta com a retomada da produção canavieira no estado. “A partir de 1950 as usinas ganham força novamente, fazendo com que a produção industrial tivesse uma baixa”, diz o historiador.
Em Fernão Velho, muitos trabalhadores foram despejados por não terem condições de pagar o aluguel das casas. Alguns buscavam formas alternativas de trabalho nos bairros vizinhos, como Bebedouro. Para muitos, a solução de permanência no bairro foi a aquisição das casas por indenização trabalhista, como é o caso de Petrúcio Francisco dos Santos, que trabalhou mais de 30 anos e constituiu sua família em torno da Fábrica Carmem. “Depois de trabalhar duro, sem direito a praticamente nada, eu me aposentei e adquiri minha casa por indenização por tempo de trabalho”, destaca.
A partir daí, Fernão Velho passou da condição de vila operária para um bairro de Maceió. Hoje, os mais de cinco mil habitantes apostam na retomada das atividades têxteis para conseguirem reerguer a economia local e manter vivo o espírito operário que transcende as gerações.

Link de acesso: http://tudonahora.uol.com.br/noticia/maceio/2010/05/09/95027/blog-da-fits-fabrica-carmem-morte-e-renascimento-no-bairro-que-parou-no-tempo

Candidatos ao governo do Estado usam e abusam do Twitter; confira microblogs

20 dez

Vanessa Siqueira, com supervisão de Carlos Madeiro

Febre na Internet, o Twitter também se tornou xodó dos quatro dos seis candidatos ao governo do Estado. Fernando Collor (PTB), Mário Agra (PSOL), Ronaldo Lessa (PDT) e Teotonio Vilela Filho (PSDB) não perderam tempo e lançaram seus microblogs, onde interagem com eleitores, anunciam ações de campanha e, claro, trocam alfinetadas. Cada um tem um perfil peculiar e utiliza a ferramenta para darem os seus recados. Os dois demais candidatos também ingressaram na rede social, mas não tinham publicações até a tarde desta quarta-feira.
Nesta quarta-feira, por exemplo, o ex-governador Ronaldo Lessa respondeu a um seguidor sobre suas intenções para o crescimento de Alagoas e fez críticas indiretas à atual gestão. “Vamos mostrar o que fizemos e que podemos fazer nossa terra crescer muito mais”, disse.
Nesta terça-feira, o candidato pedetista criticou de forma mais contundente e direta o atual governo, afirmando que ele não havia valorização dos servidores públicos. “Médicos, policiais, professores… servidores desmotivados. Que governo é esse que não valoriza aqueles que prestam serviço à população?”, disse no microblog.
O governador e candidato à reeleição, Teotonio Vilela Filho, informou que estará reunido com seus assessores fechando eventos de campanha. Teotônio também reservou espaço para parabenizar os motociclistas pelo seu dia. Vilela tem aproveitado o espaço para divulgar suas ações não só como candidato, mas também suas de governo.
Já Fernando Collor informou que durante a manhã uma equipe de campanha esteve no bairro do Farol realizando propaganda. À tarde, a equipe se dirige para a Jatiúca. O ex-presidente utiliza a ferramenta principalmente para conversar com os usuários e anunciar os passos de campanha. Durante a manhã, por exemplo, Collor respondeu a um seguidor que apóia para presidente a candidata petista Dilma Roussef.
Candidato pelo PSOL, Mário Agra também adotou o microblog e utiliza a ferramenta basicamente para trocar ideias com os eleitores que acessam o Twitter. Nesta quarta-feira, o destaque da página do candidato é a entrevista que concederá no “Conversa de Botequim”.
O candidato do PCB, Tony Cloves também já fez o seu Twitter. Com seis tweets até a tarde desta quarta-feira, ele era seguido por seis pessoas. Anteriormente, o Tudo na Hora chegou a indicar um outro Twitter com o nome e número do candidato, mas foi informado que não se tratava do microblog oficial do candidato. O link foi corrigido.
Um seguidor
Também adepto da ferramenta, o candidato Jeferson Piones (PRTB) é o mais iniciante. Com apenas dois tweets em seu microblog, ele é seguido por apenas uma pessoa – a Frente Renova Alagoas.

Link para a matéria: http://tudonahora.uol.com.br/noticia/politica/2010/07/28/105313/candidatos-ao-governo-do-estado-usam-e-abusam-do-twitter-confira-microblogs